Adaptação às alterações climáticas

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Página Modificado pela última vez 2019-01-16
As alterações climáticas são já uma realidade: as temperaturas estão a aumentar, os padrões de pluviosidade estão a mudar, os glaciares e a neve estão a derreter e o nível médio do mar a aumentar. Os acontecimentos extremos relacionados com o tempo e o clima, que resultam em perigos como inundações e secas, tornar-se-ão mais frequentes e intensos em muitas regiões. Os impactos e as vulnerabilidades dos ecossistemas, dos sectores económicos e da saúde e bem-estar humanos diferem em toda a Europa. Mesmo que os esforços globais com vista à redução das emissões sejam eficazes, algumas alterações climáticas são inevitáveis, sendo necessárias ações complementares para uma adaptação aos seus impactes.

Para evitar os impactes mais graves das alterações climáticas, os países que aderiram à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) concordaram em limitar o aumento da temperatura média global da superfície desde os tempos pré-industriais a menos de 2 oC. Para atingir este objetivo, as emissões globais de gases com efeito de estufa devem atingir o seu pico o mais rapidamente possível e diminuir de forma célere depois disso. Para mais informações, ver políticas globais relativas às alterações climáticas

A UE e outros países membros do EEE estão a tomar uma série de medidas destinadas a reduzir as respetivas emissões de gases com efeito de estufa. As políticas de adaptação complementam esses esforços.

Impactos e vulnerabilidade

Os maiores aumentos de temperatura da Europa registam-se no sul do continente, no verão, e na região ártica no inverno; a diminuição da precipitação observa-se no sul da Europa e o seu aumento no norte. Os projetados aumentos da intensidade e frequência das ondas de calor e das inundações e as alterações na propagação de algumas doenças infeciosas e do pólen podem afetar de forma adversa a saúde humana. As alterações climáticas constituem uma pressão adicional sobre os ecossistemas, levando muitas espécies vegetais e animais a deslocar-se em direção a norte ou para locais mais elevados. Tem impacto em setores como agricultura, a silvicultura, a produção de energia, o turismo e as infraestruturas em geral; a maior parte dos impactos projetados na Europa são adversos.

Entre as regiões europeias, incluindo as zonas urbanas, particularmente vulneráveis às alterações climáticas incluem-se:

  • O sul da Europa e a bacia do Mediterrâneo;
  • As zonas de montanha;
  • As zonas costeiras, os deltas e as planícies aluviais;
  • O extremo norte da Europa e o Ártico.

Torna-se necessária uma adaptação a fim de prever os efeitos das alterações climáticas e tomar medidas adequadas para prevenir ou minimizar os impactes. São necessárias estratégias e medidas a nível local, nacional, transnacional e comunitário. A integração noutros domínios políticos é essencial e cada vez mais frequente, como a gestão dos ecossistemas e dos recursos hídricos, a redução dos riscos de catástrofes, a gestão das zonas costeiras, a agricultura e o desenvolvimento rural, os serviços de saúde, o planeamento urbano e o desenvolvimento regional. As ações a empreender incluem medidas tecnológicas, medidas baseadas em ecossistemas e medidas relacionadas com as mudanças comportamentais.

Políticas da União Europeia

A Comissão Europeia publicou uma Estratégia Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas em abril de 2013. A Estratégia possui três objetivos principais:

  • Promover a ação dos Estados-Membros: encorajar todos os Estados-Membros a adotarem estratégias de adaptação globais e disponibilizar fundos para os ajudar a desenvolver as suas capacidades de adaptação e a tomar medidas. Apoiar a adaptação nas cidades através do lançamento de um compromisso voluntário com base na iniciativa do Pacto de Autarcas (desde 2015 fundida no Pacto dos Autarcas para o Clima e a Energia).
  • Ação a nível da UE relacionada com a resistência às alterações climáticas (climate proofing)promovendo a adaptação em sectores vulneráveis fundamentais como a agricultura, as pescas e a política de coesão, assegurando uma maior resistência das infraestruturas europeias e promovendo a utilização de seguros contra catástrofes naturais ou provocadas pelo homem.
  • Tomada de decisões mais bem informadas, abordando lacunas no conhecimento em matéria de adaptação e desenvolvendo a Plataforma Europeia para a Adaptação Climática (Climate-ADAPT).

Um número crescente de países membros da AEA adotou uma estratégia nacional de adaptação e vários desenvolveram e estão a implementar planos de ação nacionais de adaptação. Estratégias e ações surgiram igualmente em numerosas cidades e regiões transnacionais em toda a Europa, incluindo o Mar Báltico, os Cárpatos e as regiões alpinas.

Atividades da AEA

A AEA apoia o desenvolvimento e a implementação em matéria de adaptação às alterações climáticas na Europa, a avaliação das políticas da UE e o desenvolvimento de estratégias de longo prazo para adaptação às alterações climáticas e a redução do risco de catástrofes, mediante a disponibilização de informações relevantes. A informação da AEA (observações, projeções, indicadores, avaliações) centra-se nas alterações climáticas, nos impactos, na vulnerabilidade e nas ações de adaptação na Europa.

A AEA trabalha em estreita colaboração com a Comissão Europeia (DG Ação Climática, DG Centro Comum de Investigação, Eurostat), bem como com os peritos dos seus Centros Temáticos Europeus sobre o Ar e as Alterações Climáticas (ETC/ACC) e com a sua rede nacional (Eionet). A AEA colabora igualmente, entre outros, com o Serviço das alterações climáticas do Copernicus, o ECDC, a OMS Europa, a ISDR Europa, a OCDE e o IPCC.

Entre as suas principais atividades e produtos incluem-se a avaliação dos impactos das alterações climáticas e das vulnerabilidades na Europa e a análise das estratégias e planos de ação nacionais, urbanos e sectoriais em matéria de alterações climáticas. A AEA mantém e gere igualmente a Plataforma Europeia para a Adaptação Climática (Climate-ADAPT).

Ligações conexas

Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas

Direção-Geral da Ação Climática da Comissão Europeia

Centro Comum de Investigação da União Europeia

Centro Temático Europeu sobre Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação às Alterações Climáticas

Serviço das alterações climáticas do Copernicus

Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças

Organização Mundial de Saúde Europa

Gabinete Regional da ONU para Redução dos Riscos de Catástrofes

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