Para além de Paris: fazer da economia de baixo carbono uma realidade

Em dezembro do ano passado, em Paris, o mundo impôs a si próprio uma meta ambiciosa: manter o aumento da temperatura média global bastante abaixo dos 2 °C, e envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Na cimeira do G20, realizada no início de setembro, a China e os Estados Unidos anunciaram o seu compromisso formal de ratificarem o Acordo de Paris. Trata-se de um importante passo em frente no âmbito dos esforços internacionais de redução das emissões de gases com efeito de estufa e de limitação do aquecimento global. No entanto, os atuais compromissos de redução assumidos, até ao momento pelos países signatários, não são suficientes para atingir esta meta ambiciosa.

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Energias renováveis: a chave para um futuro da Europa com baixas emissões de carbono

O futuro parece promissor para as fontes de energias renováveis, as quais têm vindo a desempenhar um papel importante na redução da dependência da Europa em relação aos combustíveis fósseis. As oportunidades e desafios que se avizinham na área das energias limpas foram o nosso tema de conversa com Mihai Tomescu, especialista em energias da Agência Europeia do Ambiente.

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Transição da gestão de resíduos para uma economia verde

A forma como utilizamos atualmente os recursos não é sustentável e está a sobrecarregar o nosso planeta. É necessário facilitar a transição para uma economia verde, circular, deixando para trás as políticas de gestão de resíduos e privilegiando o ecodesign, a inovação e o investimento. A investigação pode fomentar a inovação não apenas ao nível da produção, mas também dos modelos de negócios e dos mecanismos de financiamento.

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Acordo sobre o clima: rumo a um mundo hipocarbónico e resiliente às alterações climáticas

O acordo sobre o clima celebrado em Paris por 195 países é o primeiro acordo universal e juridicamente vinculativo deste tipo. Este acordo é o resultado de muitos anos de preparação, diálogo e sensibilização crescente para a necessidade de enfrentar os impactos atuais e potenciais das alterações climáticas. Constitui um avanço fundamental e promissor para a construção de um mundo hipocarbónico e resiliente às alterações climáticas. Envia igualmente um sinal claro aos decisores políticos e às empresas para abandonarem os combustíveis fósseis e investirem na energia limpa e em medidas de adaptação.

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Para uma sustentabilidade global

No passado mês de agosto, mais de 190 países chegaram a um consenso sobre a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 das Nações Unidas e, no final do mês em curso, os Chefes de Estado, reunidos em Nova Iorque, irão adotá-la, juntamente com os seus objetivos e metas de desenvolvimento sustentável. Ao contrário dos seus antecessores, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) visam tanto os países em desenvolvimento como os países desenvolvidos e abarcam uma maior diversidade de temas relativos ao desenvolvimento sustentável. Muitos dos dezassete ODS incluem elementos relacionados com o ambiente, a utilização dos recursos e as alterações climáticas.

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As alterações climáticas e os investimentos

É frequente as medidas de mitigação e de adaptação às alterações climáticas serem consideradas onerosas e uma sobrecarga para a economia, mas os países europeus já estão a gastar fundos públicos e privados em investigação, infraestruturas, agricultura, energia, transportes, desenvolvimento urbano, proteção social, saúde e conservação da natureza. Podemos garantir que as despesas que já fazemos nestes domínios favorecem a adoção de opções ecológicas e sustentáveis e que ajudarão a criar emprego.

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Os princípios básicos da economia e o ambiente

Em março de 2014, ocorreu em Paris, França, um grave episódio de poluição causada por partículas. A utilização de automóveis particulares foi fortemente restringida durante vários dias. No outro lado do planeta, uma empresa chinesa lançou um novo produto: seguros para o smog destinados a viajantes nacionais que tenham as suas estadias arruinadas pela má qualidade do ar. Então quanto vale o ar limpo? Poderá a economia ajudar-nos a reduzir a poluição? Observemos mais de perto os princípios básicos da economia.

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O lixo nos nossos mares

Os oceanos cobrem cerca de 70 % da superfície do nosso planeta e há lixo marinho praticamente por toda a parte. O lixo marinho, principalmente os plásticos, ameaça não só a saúde dos nossos mares e costas, mas também a nossa economia e as nossas comunidades. A maior parte desse lixo provém de atividades terrestres. Como poderemos pôr termo ao fluxo de lixo que invade os mares? O melhor sítio para começarmos a resolver este problema global do mar é em terra.

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Como tornar as cidades «verdes»

Mais de três quartos dos europeus vivem em zonas urbanas. O que a população urbana produz, compra, come e deita fora, o modo como circula e os locais onde vive são aspetos que têm impacte no ambiente. Ao mesmo tempo, a maneira como uma cidade está construída também afeta o modo como os seus habitantes vivem. Entrevistámos Roland Zinkernagel, da Câmara Municipal de Malmö, na Suécia, sobre as medidas concretas que foram tomadas para tornar a sua cidade sustentável.

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Resíduos: um problema ou um recurso?

Os resíduos não constituem apenas um problema ambiental: são também um prejuízo económico. Em média, os europeus produzem 481 quilogramas de resíduos urbanos por ano. Uma percentagem crescente é reciclada ou usada na compostagem, sendo enviados menos resíduos para os aterros. Como poderemos mudar a forma como produzimos e consumimos de modo a produzirmos cada vez menos resíduos, utilizando simultaneamente todos os resíduos como um recurso?

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Transição para uma economia verde

Tudo depende do ambiente: a nossa qualidade de vida, a nossa saúde e os nossos postos de trabalho. No entanto, a forma e o ritmo a que estamos atualmente a gastar os nossos recursos naturais ameaçam pôr em risco o nosso bem-estar e a capacidade da natureza de prover às nossas necessidades. É essencial transformarmos o modo como produzimos, consumimos e vivemos. Há que tornar a nossa economia mais verde e essa transição tem de começar hoje.

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Da produção aos resíduos: o sistema alimentar

Cada vez utilizamos mais recursos naturais devido ao crescimento da população, às alterações do estilo de vida e ao crescente consumo pessoal. Para combatermos o nosso consumo insustentável, temos de atuar sobre o sistema de recursos na sua totalidade, incluindo os métodos de produção, os padrões de procura e as cadeias de distribuição. Nesta secção, examinamos mais de perto o caso dos alimentos.

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Economia: eficiente na utilização dos recursos, verde e circular

O nosso bem-estar depende da utilização dos recursos naturais. Extraímos recursos e transformamo-los em alimentos, edifícios, mobiliário, aparelhos eletrónicos, vestuário, etc. No entanto, a exploração que fazemos dos recursos ultrapassa a capacidade do ambiente para os regenerar e nos sustentar. Como poderemos assegurar o bem-estar da nossa sociedade a longo prazo? Tornar a economia mais verde será sem dúvida uma grande ajuda.

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Agricultura europeia: como produzir alimentos saudáveis, ecológicos e a preços acessíveis

Para produzir alimentos em quantidade suficiente, a Europa recorre à agricultura intensiva, que prejudica o ambiente e a nossa saúde. Conseguirá a Europa encontrar uma forma de produzir alimentos mais amiga do ambiente? Colocámos esta pergunta a Ybele Hoogeveen, que lidera um grupo de trabalho da Agência Europeia do Ambiente sobre o impacto da utilização dos recursos no ambiente e no bem-estar dos seres humanos.

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Ambiente, saúde e economia num só programa

A economia europeia ainda está a sentir o impacto da crise económica que deflagrou em 2008. O desemprego e a redução dos salários afetaram milhões de pessoas. Quando os recém-licenciados não conseguem arranjar emprego numa das regiões mais ricas do mundo, será que devemos falar do ambiente? O novo programa de ação da União Europeia em matéria de ambiente faz precisamente isso, e mais ainda. Também identifica o ambiente como parte integrante e inseparável da nossa saúde e da nossa economia.

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Transformar a mudança em transição

Vivemos num mundo em contínua mudança. Como poderemos dirigir estas mudanças permanentes para alcançar a sustentabilidade mundial em 2050? Como poderemos estabelecer um equilíbrio entre a economia e o ambiente, o curto prazo e o longo prazo? A resposta consiste em sabermos gerir o processo de transição sem ficarmos reféns de sistemas insustentáveis.

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A água na agricultura

Temos necessidade de alimentos e, para os produzir, é preciso dispor de água doce e não poluída. Devido ao aumento do consumo exigido pelas atividades humanas, por um lado, e às alterações climáticas, por outro, muitas regiões, especialmente no sul, têm grandes dificuldades em encontrar água doce em quantidade suficiente para atender às suas necessidades. Como poderemos continuar a cultivar produtos alimentares sem deixar que a natureza fique sedenta de água não poluída? Uma utilização mais eficiente da água no setor agrícola ajudaria certamente.

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Faz sentido do ponto de vista empresarial?

Das pequenas empresas às multinacionais, muitas são as que procuram formas de manter ou aumentar as suas quotas de mercado. Em épocas de concorrência mundial renhida, a busca da sustentabilidade implica muito mais do que «ecologizar» a imagem empresarial e reduzir os preços de produção. Pode significar novos ramos de atividade.

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Desperdício de alimentos

Cerca de um terço dos alimentos produzidos no planeta é perdido ou desperdiçado. Quando mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vão para a cama com fome, é impossível não nos perguntarmos o que se poderá fazer a este respeito. Mas este desperdício não é apenas uma oportunidade perdida de alimentar os famintos. Representa também uma perda substancial de outros recursos, como o solo, a água, a energia e a mão de obra.

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Os resíduos na Gronelândia

Das cidades densamente povoadas até às povoações distantes, onde quer que vivamos, produzimos resíduos. Restos de alimentos, resíduos eletrónicos, pilhas e baterias, papel, garrafas de plástico, vestuário, mobiliário velho: todos têm de ser eliminados. Alguns acabam por ser reutilizados ou reciclados, outros são queimados para produzir energia ou enviados para aterros. Não há uma forma única de gestão dos resíduos que funcione em toda a parte. A maneira como os gerimos necessita de ter em conta as condições locais. Afinal de contas, a questão dos resíduos começa por ser local. Tendo em conta a sua população dispersa, as grandes distâncias entre povoações e a falta de infraestruturas rodoviárias, eis como o Governo da Gronelândia aborda a questão dos resíduos do país.

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