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Sobre poluição atmosférica

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Last modified: 2011-04-13
Na Europa, desde 1990, verificou-se uma redução significativa das emissões de vários poluentes atmosféricos, o que melhorou a qualidade do ar na região. No entanto, desde 1997, as concentrações de partículas em suspensão e do ozono na atmosfera não registaram qualquer melhoria significativa, apesar da redução das emissões. Uma grande parte da população urbana europeia vive ainda em cidades em que são ultrapassados determinados limites relativos à qualidade do ar fixados pela UE para a protecção da saúde humana. É provável que alguns países não sejam capazes de atingir, até 2010, todos os valores-limite de emissão obrigatórios fixados para quatro importantes poluentes atmosféricos. A necessidade de reduzir a exposição à poluição atmosférica permanece uma importante questão.

A poluição atmosférica não é um problema meramente local, sendo também transfronteiriço. Os poluentes atmosféricos libertados num país podem ser transportados na atmosfera e prejudicar a saúde humana e o ambiente noutra região.

Dois poluentes, as partículas em suspensão e o ozono troposférico , são agora geralmente reconhecidos como mais os significativos em termo de impactos na saúde. A exposição máxima e a exposição a longo prazo podem dar origem a uma variedade de efeitos na saúde, desde efeitos mínimos no sistema respiratório até à mortalidade prematura. Desde 1997, até 45 % da população urbana europeia pode ter estado exposta a concentrações de partículas em suspensão no ambiente acima do limite estabelecido a nível comunitário para proteger a saúde humana e até 60 % pode ter estado exposta a níveis de ozono superiores ao valor-limite estabelecido a nível comunitário. Estima-se que a exposição a PM2.5 (partículas em suspensão) presentes no ar é responsável por uma redução de mais de oito meses da esperança de vida estatística na União Europeia.

Nas últimas décadas, a Europa efectuou progressos consideráveis no que respeita à limpeza do ar que respiramos, mas a poluição atmosférica continua a ser um problema grave e a prejudicar a nossa saúde e o ambiente.

Stavros Dimas, Comissário Europeu para o Ambiente

 

A poluição atmosférica também prejudica o nosso ambiente, provocando:

  • Acidificação — desde 1990, e ainda mais desde 1980, ocorreram reduções substanciais em áreas de ecossistemas sensíveis sujeitas a deposição de acidez excessiva. Todavia, a área sujeita a deposição ácida superior às suas cargas críticas em 2010 será ainda cerca de 10% superior à área do ecossistema natural dos 32 países membros da AEA (AEA-32);
  • Eutrofização — têm sido conseguidos menos progressos na redução da eutrofização. Mais de 40 % das áreas de ecossistemas sensíveis são sujeitas a deposição de azoto superior às suas cargas críticas;
  • Danos nas colheitas — a maior parte das colheitas agrícolas está sujeita a níveis de ozono que excedem os objectivos comunitários a longo prazo destinados a proteger a vegetação dos efeitos prejudiciais do ozono. Uma percentagem significativa, em especial no sul, centro e leste da Europa, está exposta a níveis de ozono acima do valor-limite estabelecido pela UE.

As fontes de poluição atmosférica são variadas e podem ser antropogénicas (produzidas pelo homem) ou naturais. As principais fontes antropogénicas são:

  • a queima de combustíveis fósseis para a produção de electricidade, transportes, indústria e habitações;
  • os processos industriais e a utilização de solventes, por exemplo, nas indústrias química e de extracção;
  • a agricultura; e
  • o tratamento de resíduos.

 

A variabilidade das condições meteorológicas e o crescente problema do transporte de longo curso de poluentes atmosféricos a partir de outros países do hemisfério norte pode explicar, em parte, o motivo pelo qual a qualidade do ar na União Europeia não melhorou significativamente desde o final da década de 1990, apesar de as emissões dos principais poluentes atmosféricos terem diminuído.

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