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Você está aqui: Entrada / Sinais – Ambiente e bem-estar / Sinais 2014 / Artigos / Transição para uma economia verde

Transição para uma economia verde

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Tudo depende do ambiente: a nossa qualidade de vida, a nossa saúde e os nossos postos de trabalho. No entanto, a forma e o ritmo a que estamos atualmente a gastar os nossos recursos naturais ameaçam pôr em risco o nosso bem-estar e a capacidade da natureza de prover às nossas necessidades. É essencial transformarmos o modo como produzimos, consumimos e vivemos. Há que tornar a nossa economia mais verde e essa transição tem de começar hoje.

 Image © Gülcin Karadeniz

Os recursos do nosso planeta são limitados e hoje estamos a extrair e a utilizar mais do que aqueles que o planeta pode fornecer sustentavelmente. Os recursos naturais sustentam a nossa produção e o nosso consumo, além de criarem riqueza e emprego, contribuindo para a nossa qualidade de vida e o nosso bem estar.

Tudo o que nos rodeia é proveniente da natureza. De uma forma ou de outra, os nossos lares, automóveis, bicicletas, alimentos, roupas e energia fizeram e fazem parte do ambiente. Extraímos matérias-primas, transformamo-las e construímos as nossas comunidades. Esta ligação e dependência para com o foram sempre essenciais para a nossa existência.

Contudo, o nosso nível de consumo dos recursos tem um lado negativo. Na verdade, estamos a exercer tanta pressão sobre o ambiente, que corremos o risco de enfraquecer a sua capacidade para nos sustentar no futuro.

As nossas atividades libertam poluentes para a atmosfera e plásticos para os oceanos. Os ecossistemas estão a mudar mais rapidamente, a um ritmo fora do normal. O crescimento do comércio introduz novas espécies suscetíveis de invadir ecossistemas inteiros. As alterações climáticas estão a alterar os padrões de precipitação. As produções tornam-se menos fiáveis, o que aumenta o preço dos alimentos. É claramente visível que algumas regiões e países são mais vulneráveis, mas há impactes ambientais, como a poluição atmosférica, que afetam todos, ainda que em graus variáveis.

As pressões futuras obrigam-nos a agir imediatamente

Os nossos níveis de produção e consumo já são insustentáveis, com mais de 7 mil milhões de habitantes no planeta, e prevê-se que a população aumente para cerca de 9 mil milhões em meados do presente século. Simultaneamente, milhares de milhões de pessoas continuam a viver na pobreza e aspiram a ter um nível de vida melhor.

O uso que fazemos dos recursos degrada e diminui o capital natural que ficará disponível para sustentar o bem-estar das gerações futuras. No mínimo, haverá menos terra e água doce por pessoa para produzir os alimentos que serão necessários.

Para garantir a nossa qualidade de vida e o nosso bem-estar a longo prazo, temos de tornar a nossa economia mais verde e essa transição deve começar hoje. Mas como poderemos fazê-lo? Como transformarmos a nossa economia de maneira a que esta preserve o ambiente e assegure simultaneamente a nossa qualidade de vida?

Impulsionar a eficiência de recursos na Europa

Antes de mais, a nossa economia tem de se tornar mais eficiente na utilização dos recursos. Na verdade, será necessário produzirmos mais, gastando menos. Há que reduzir a quantidade de recursos que extraímos e utilizamos.

Embora seja importante reduzir o fluxo de novos materiais ao processo de produção e tornar os processos de produção mais eficientes, esta é apenas uma parte do problema. É igualmente necessário que reduzamos a perda de materiais e os resíduos produzidos ao longo dos ciclos de produção e consumo.

Na verdade, é possível transformar a nossa economia, mas exige ação e compromisso ao longo de várias décadas. A Europa já progrediu significativamente em matéria de eficiência de recursos, mas ainda há muito por fazer.

Existem várias estratégias e atos legislativos da União Europeia, como a estratégia Europa 2020, a iniciativa emblemática «Uma Europa eficiente em termos de recursos», a Diretiva-Quadro Resíduos ou o 7.º Programa de Ação em matéria de Ambiente, que pretendem introduzir sustentabilidade nas atividades económicas chave numa perspetiva de transição a longo prazo.

A plena implementação dessas políticas proporcionaria múltiplos benefícios. Utilizar-se-iam menos recursos para produzir a mesma quantidade de bens, o que ajudaria a proteger e preservar o ambiente. Simultaneamente, a economia beneficiaria com a inovação fundamental e a maior competitividade das empresas europeias.

Street market

(c) Gülcin Karadeniz

Reduzir os resíduos

Veja-se o exemplo do desperdício de alimentos. Estima-se que, a nível mundial, entre 30 % e 50 % dos alimentos acabem por ir parar ao lixo. Só na União Europeia desperdiçamos quase 90 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que corresponde a quase 180 kg por pessoa.

Os alimentos são desperdiçados em todas as etapas da cadeia de produção e consumo. Por cada alimento que não é consumido, desperdiçamos aenergia, a água, o trabalho e a terra utilizados na sua produção. Os gases com efeito de estufa e os adubos emitidos para a natureza contribuem para a degradação do ambiente.

Será possível mudarmos o sistema alimentar para evitar o desperdício de modo a que os consumidores, os supermercados e os produtores de alimentos unam esforços no sentido de produzir, vender e comprar apenas aquilo que será efetivamente consumido?

Será realmente possível utilizarmos os produtos em fim de vida — as «sobras» de um processo de produção — como fatores de outro processo de produção? Será possível criarmos uma «economia circular» que gere um mínimo de perdas? A melhor gestão dos nossos resíduos sólidos urbanos evidencia que os potenciais benefícios, tanto económicos como ambientais, são imensos.

Tornar uma economia inteira mais verde — tanto a nível europeu como a nível mundial — é uma tarefa titânica que exige a integração sistemática da utilização sustentável dos recursos em todos os aspetos da nossa vida.

Os projetos de ecoinovação, as energias renováveis e a investigação em geral desempenham um papel crucial na conceção de melhores produtos e processos e na redução dos resíduos. A comunidade empresarial, em colaboração com as autoridades públicas e a sociedade civil, poderá aplicar soluções sustentáveis até que estas se tornem «correntes». Por exemplo, será possível criarmos um sistema em que «aluguemos» ou «emprestemos» produtos, nomeadamente ferramentas e automóveis, em vez de sermos seus proprietários, de modo a necessitarmos de uma menor quantidade desses bens para satisfazermos as nossas necessidades?

Nós, os consumidores...

É necessário tornar a nossa economia mais eficiente na utilização dos recursos e reduzir a quantidade de resíduos — ou perdas — que esta produz. O domínio da economia oferece-nos instrumentos que nos permitem estimar os custos e danos, bem como algumas sugestões sobre a forma de incluirmos as preocupações ambientais nas nossas decisões económicas. Porém, também precisamos de mais inovação, mais investigação e, seguramente, de uma perspetiva a longo prazo.

Enquanto consumidores, todos temos um papel a desempenhar nessa transição para uma economia verde. A forma como consumimos é fortemente influenciada pelos nossos pares e contexto social, pelos nossos impulsos e pelas opções que são colocadas à nossa disposição. Os padrões de consumo têm evoluído ao longo da história. Podemos utilizar essa flexibilidade em nosso benefício e orientar o rumo para a sustentabilidade.

Independentemente dos níveis de rendimento e da região do mundo onde vivemos, a nossa saúde e o nosso bem-estar estão dependentes do ambiente. E o bem-estar do ambiente depende de todos nós.

A edição de 2014 de Sinais examina mais de perto estas questões.

Hans Bruyninckx

Hans Bruyninckx
Diretor Executivo

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