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Você está aqui: Entrada / Sinais – Ambiente e bem-estar / Sinais 2012 / Entrevista / Os resíduos na Gronelândia

Os resíduos na Gronelândia

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Das cidades densamente povoadas até às povoações distantes, onde quer que vivamos, produzimos resíduos. Restos de alimentos, resíduos eletrónicos, pilhas e baterias, papel, garrafas de plástico, vestuário, mobiliário velho: todos têm de ser eliminados. Alguns acabam por ser reutilizados ou reciclados, outros são queimados para produzir energia ou enviados para aterros. Não há uma forma única de gestão dos resíduos que funcione em toda a parte. A maneira como os gerimos necessita de ter em conta as condições locais. Afinal de contas, a questão dos resíduos começa por ser local. Tendo em conta a sua população dispersa, as grandes distâncias entre povoações e a falta de infraestruturas rodoviárias, eis como o Governo da Gronelândia aborda a questão dos resíduos do país.
Waste in Greenland

Waste in Greenland  Image © EEA/Ace&Ace

Entrevista a Per Ravn Hermansen

Per Ravn Hermansen

Per Ravn Hermansen vive em Nuuk, capital da Gronelândia. Mudou-se da Dinamarca para Nuuk a fim de trabalhar na gestão dos resíduos no Ministério dos Assuntos Internos, da Natureza e do Ambiente da Gronelândia.

  • Como é viver na Gronelândia?

«Viver em Nuuk não é muito diferente de viver em qualquer outra cidade de média dimensão, muito semelhante às cidades que se encontram na Dinamarca. Temos o mesmo tipo de lojas e serviços. Nuuk possui cerca de 15 000 habitantes. Embora tanto o gronelandês como o dinamarquês sejam amplamente falados, nas povoações mais pequenas quase só se fala a primeira destas línguas.

Vivo em Nuuk desde 1999 e creio que as pessoas consomem o mesmo tipo de produtos que são consumidos no resto do mundo, como os computadores pessoais e os telefones móveis. Considero também que as pessoas estão a ficar mais sensibilizadas para a questão dos resíduos.»

  • Quais são as especificidades do problema dos resíduos da Gronelândia?

«Vivem na Gronelândia cerca de 55 000 pessoas e, muito à semelhança do resto do mundo, as pessoas produzem resíduos. Em muitos aspetos, o «problema» de resíduos da Gronelândia é bastante comum. As suas empresas e famílias produzem vários tipos de resíduos, e temos de geri-los de uma forma que não prejudique o ambiente.

Noutros aspetos, o problema de resíduos da Gronelândia é único devido à sua dimensão ou, mais precisamente, ao seu povoamento disperso. Há seis cidades relativamente grandes, 11 cidades mais pequenas e cerca de sessenta povoações com 30 a 300 habitantes, dispersas ao longo da costa. A maioria da população vive na costa ocidental, mas também há pequenas povoações e cidades na costa oriental.

Só existem instalações de incineração em seis cidades, e isso não basta para tratar adequadamente do ponto de vista ambiental os resíduos incineráveis. Além disso, não existem estradas entre as cidades e povoações, o que nos impede de transportar facilmente os resíduos para as instalações de incineração. As mercadorias são sobretudo transportadas por via marítima.

Neste momento, apenas temos uma ideia aproximada da quantidade de resíduos urbanos produzidos na Gronelândia e supomos que ela esteja a aumentar. Metade das povoações possuem aquilo que eu designaria por fornos de incineração, e as restantes recorrem a queimadas ao ar livre ou a aterros.

Em última análise, considero que todos os problemas de resíduos têm muitos elementos em comum, mas que cada um é único. A questão dos resíduos é uma questão local com implicações mais vastas. As soluções devem ter esta dualidade em conta.»

  • O que fazem com os resíduos perigosos e eletrónicos?

«As instalações existentes nas cidades maiores desmantelam os resíduos eletrónicos e tratam os resíduos perigosos, que são depois armazenados no local até serem enviados por mar para a Dinamarca. A Gronelândia importa todos os tipos de produtos, incluindo alimentos, vestuário e automóveis, a maioria dos quais é expedida de Ålborg. Os resíduos perigosos e eletrónicos são carregados nos navios que regressam à Dinamarca.»

  • Nos últimos anos, as multinacionais do setor mineiro começaram a procurar reservas inexploradas de petróleo ou minerais. O que acontece aos resíduos da exploração mineira?

«Na Gronelândia temos uma política de porta única, que permite que as empresas mineiras obtenham todas as autorizações necessárias junto da mesma autoridade pública. Isto significa que eles apresentam os seus pedidos, relativos a todos os aspetos das suas operações, incluindo os resíduos, à Direção dos Minerais e do Petróleo.

Quase todas as suas atividades têm lugar fora das cidades e povoações. No caso dos resíduos incineráveis, as empresas podem estabelecer acordos com as autarquias locais para utilizarem as instalações de incineração. Esta procura adicional exerce ainda mais pressão sobre a capacidade de incineração a nível local.»

  • Como está a tentar resolver esse problema?

«Uma das opções que estão a ser examinadas é a construção de instalações de incineração regionais e o transporte dos resíduos. É claro que não podemos construir instalações de tratamento de resíduos em todas as cidades. Também estamos a analisar a possibilidade de produzir calor e aquecer as casas com a combustão de resíduos.

Nas cidades mais pequenas, estamos a começar a construir instalações para desmantelar os resíduos eletrónicos e tratar os resíduos perigosos. No caso das povoações pequenas, estamos a instalar contentores para resíduos eletrónicos e perigosos, que podem ser depois transportados para as instalações das cidades.

Estamos presentemente a implementar dois projetos-piloto para transportar resíduos incineráveis para cidades com instalações de incineração.

O Governo da Gronelândia tem um plano nacional de gestão dos resíduos, e a atividade que acabei de mencionar faz parte desse plano.»

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