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Você está aqui: Entrada / Sinais – Ambiente e bem-estar / Sinais 2012 / Em análise / Desperdício de alimentos

Desperdício de alimentos

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Cerca de um terço dos alimentos produzidos no planeta é perdido ou desperdiçado. Quando mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vão para a cama com fome, é impossível não nos perguntarmos o que se poderá fazer a este respeito. Mas este desperdício não é apenas uma oportunidade perdida de alimentar os famintos. Representa também uma perda substancial de outros recursos, como o solo, a água, a energia e a mão de obra.
Food waste

Food waste  Image © Istock

Ricos ou pobres, jovens ou velhos, todos necessitamos de alimento. Este significa muito mais do que nutrição e usufruto de múltiplos sabores. Mais de 4 mil milhões de pessoa dependem de três culturas alimentares: arroz, milho e trigo. Estas três culturas básicas fornecem dois terços das calorias que ingerimos. Atendendo a que existem mais de 50 000 espécies de plantas comestíveis, a nossa alimentação básica quotidiana revela-se muito pouco variada, contando apenas com o contributo de algumas centenas de espécies.

Dado que milhares de milhões de pessoas estão dependentes de um pequeno número de culturas alimentares, o aumento dos preços dos alimentos que se fez sentir entre 2006 e 2008 afetou o mundo inteiro. Embora os países desenvolvidos tenham, de um modo geral, conseguido alimentar as suas populações, várias zonas de África viram-se confrontadas com a fome. Esta situação não se deveu apenas a uma falha do mercado.

    As alterações climáticas agravam as pressões já existentes sobre a segurança alimentar, e algumas regiões são mais sensíveis a essa tensão do que outras. Secas, incêndios ou inundações prejudicam diretamente a capacidade de produção. Infelizmente, as alterações climáticas afetam muitas vezes os países mais vulneráveis e com menos meios para se adaptarem.

    Mas os alimentos também são, num certo sentido, apenas mais uma «mercadoria». A sua produção exige recursos como o solo e a água. À semelhança de outros produtos presentes no mercado, são consumidos ou utilizados e podem ser desperdiçados. Uma quantidade substancial de alimentos é desperdiçada, sobretudo nos países desenvolvidos, e isso implica também o desperdício dos recursos utilizados na sua produção.

    O setor alimentar e o desperdício de alimentos figuram entre os principais domínios destacados no «Roteiro para uma Europa eficiente na utilização de recursos» da Comissão Europeia, de setembro de 2011. Embora seja amplamente reconhecido que estamos a desperdiçar parte dos alimentos que produzimos, é difícil produzir uma estimativa precisa. A Comissão Europeia calcula que, só na União Europeia, se desperdicem anualmente 90 milhões de toneladas de alimentos, ou seja 180 kg por pessoa. Uma grande parte é constituída por alimentos ainda adequados para consumo humano.

    Não são só os alimentos

    Os impactes ambientais do desperdício alimentar não se limitam à utilização do solo e da água. Segundo o roteiro da Comissão Europeia, a cadeia de valor dos alimentos e bebidas na União Europeia é responsável por 17% das nossas emissões diretas de gases com efeito de estufa e 28% da utilização de recursos materiais.

    Tristram Stuart, autor e um dos principais organizadores da «Feeding the 5k» (uma iniciativa que visa alimentar 5 000 pessoas em Trafalgar Square, em Londres), calcula que os países mais ricos desperdiçam entre um terço e metade dos seus alimentos.

    «Este não é apenas um problema do mundo rico. Os países em desenvolvimento sofrem de níveis de desperdício alimentar que, às vezes, são quase tão elevados como os dos países ricos, mas por razões muito diferentes. A falta de uma infraestrutura agrícola adequada, designadamente de uma tecnologia pós-colheita, é a principal responsável. Calcula-se que pelo menos um terço do abastecimento alimentar mundial seja desperdiçado», afirma Tristram.

    O desperdício de alimentos ocorre em todas as etapas da cadeia de produção e abastecimento, bem como na etapa do consumo, e pode dever-se a muitas razões. Uma parte é causada pela legislação, muitas vezes adotada para proteger a saúde humana. Outra parte pode estar ligada às preferências e aos hábitos dos consumidores. Há que analisar e intervir em todas as etapas e razões na medida do necessário para reduzir esse desperdício.

    O Roteiro da Comissão Europeia apela a um «esforço combinado por parte dos agricultores, da indústria alimentar, dos retalhistas e dos consumidores, mediante técnicas de produção eficientes em termos de recursos, escolhas alimentares sustentáveis». O objetivo europeu é claro: reduzir para metade a eliminação de alimentos comestíveis na União Europeia até 2020. Alguns membros do Parlamento Europeu instaram mesmo a que 2013 fosse proclamado «Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar».

    «Não existe uma solução mágica. Cada problema diferente necessita de uma solução diferente», defende Tristram, que acrescenta «A excelente notícia é que podemos reduzir o nosso impacte ambiental, sem que isso seja necessariamente um sacrifício. Não é como pedir às pessoas que façam menos viagens aéreas, comam menos carne ou andem menos de automóvel, coisas que também poderemos vir a ter de fazer. É, na verdade, uma oportunidade. Só temos de deixar de deitar alimentos fora e passar a usufruir deles».

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