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Não apenas ar quente - Diplomacia global e a procura de um sucessor para o Protocolo de Quioto
2009-10-09Todos os Invernos, os portões dos famosos jardins Tivoli de Copenhaga, um antigo parque de diversões mundial no centro da cidade, abrem-se para marcar oficialmente o início do período alargado do Natal. No próximo mês de Dezembro, as luzes cintilantes do Tivoli serão, provavelmente, ofuscadas pela COP 15, a reunião mais importante de sempre sobre as alterações climáticas globais, quando milhares de diplomatas, políticos, industriais, ambientalistas e peritos ambientais de todo o mundo se reúnem na capital dinamarquesa.
A agricultura impõe um fardo cada vez mais pesado sobre os recursos hídricos europeus, ameaçando provocar escassez de água e danos aos ecossistemas. Para que a água seja utilizada de modo sustentável, é necessário oferecer aos agricultores incentivos financeiros, assistência e aconselhamento adequados.
"A nossa água é cortada uma ou duas vezes por mês e por vezes mais", diz Barış Tekin do seu apartamento em Beşiktaş, um distrito histórico de Istambul, onde vive com a mulher e filha. "Temos à volta de 50 litros de água engarrafada no apartamento para lavagem e limpezas, por precaução. Se não houver água por muito mais tempo vamos para a casa do meu pai ou dos pais da minha mulher", diz Barış, professor de economia na Universidade de Marmara.
A jardinagem é um dos seus interesses? Se sim e se vive no centro ou norte da Europa, a "lesma assassina" é provavelmente um dos seus inimigos pessoais. A lesma, que ataca implacavelmente as ervas e os vegetais, parece imune às medidas de controlo.
A história de um pescador: na noite de 6 de Outubro de 1986 os pescadores de lagosta de uma pequena vila de Gilleleje, a norte de Copenhaga, enquanto pescavam no mar Kattegat, encontraram as suas redes a abarrotar de lagostas da Noruega. Muitos dos animais estavam mortos ou a morrer. Cerca de metade tinham uma cor estranha.
* As personagens desta história são fictícias. Mas os dados são reais. A história passa-se em 27 de Julho de 2008, quando foi levantada uma questão em Bruxelas sobre a qualidade do ar
Resíduos sem fronteiras: Zang Guofu, de 35 anos, ganha 700 euros por mês, um salário muito alto para uma província da China, examinando minuciosamente lixo que inclui, por exemplo, sacos de uma cadeia britânica de supermercados e DVDs em língua inglesa. A verdade é que resíduos depositados num cesto do lixo em Londres podem acabar muito facilmente a 5.000 milhas de distância numa fábrica de reciclagem no delta do Rio das Pérolas, na China.
A bioenergia não é novidade. Durante milénios, as pessoas queimavam lenha. A Revolução Industrial nos meados de 1800 trouxe para a ribalta os chamados "combustíveis fósseis", principalmente o carvão e o petróleo. No entanto, os combustíveis fósseis estão a tornar-se mais difíceis de encontrar e de extrair, mais caros e sujeitos a um intenso debate político.
Uma visão europeia da sustentabilidade
2012-06-05Através de uma série de medidas legislativas, os decisores políticos da União Europeia pretendem tornar a Europa mais «eficiente na utilização dos recursos». Mas como é que a Europa assegura o equilíbrio entre a economia e a natureza? No contexto da conferência Rio+20, o que é que a União Europeia e os países em desenvolvimento entendem por «sustentabilidade»? Eis um ponto de vista.
Determinar o preço «certo»?
2012-06-05As economias de muitos países em desenvolvimento estão centradas na exploração de recursos naturais para fazerem as suas populações sair da pobreza, podendo com isso prejudicar os sistemas naturais de que dependem. As soluções a curto prazo põem frequentemente em risco o bem-estar das populações a longo prazo. Poderão os governos ajudar os mercados a fixarem o preço «certo» para os serviços da natureza e influenciar as escolhas económicas? Olhemos mais de perto o que a utilização da água na produção de algodão significa para o Burquina Faso.
O caminho para a sustentabilidade global
2012-06-05Quatro décadas de governação ambiental ajudaram-nos a criar instituições para compreender e resolver melhor os problemas ambientais. Vinte anos depois da Cimeira da Terra de 1992, os líderes mundiais voltam a reunir-se no Rio de Janeiro para renovarem o compromisso global de promover a economia ecológica e melhorar a governação mundial.
Viver numa sociedade de consumo
2012-06-05Décadas de crescimento relativamente estável na Europa mudaram a forma como vivemos. Produzimos e consumimos mais bens e serviços. Viajamos mais e vivemos mais tempo. Porém, os impactes ambientais das nossas atividades económicas a nível interno e no estrangeiro tornaram-se maiores e mais visíveis. A legislação ambiental, quando é integralmente aplicada, obtém resultados no terreno. Examinando, todavia, o que mudou nos últimos vinte anos, será possível afirmar que estamos a fazer o melhor que podemos?
Tornar a nossa economia mais ecológica
2012-06-05A maioria das pessoas recordará 2011 como um ano marcado pela turbulência financeira, pelo terramoto-maremoto-acidente nuclear do Japão, pela ajuda financeira de emergência a países europeus e pelos protestos em massa ligados à «Primavera árabe», ao movimento «Occupy Wall Street» e aos Indignados espanhóis. Poucos se recordarão de que também foi o ano em que os cientistas descobriram mais de 18 000 novas espécies a viver no nosso planeta. Menos ainda conseguirão citar uma espécie que tenha sido declarada extinta.
Faz sentido do ponto de vista empresarial?
2012-06-05Das pequenas empresas às multinacionais, muitas são as que procuram formas de manter ou aumentar as suas quotas de mercado. Em épocas de concorrência mundial renhida, a busca da sustentabilidade implica muito mais do que «ecologizar» a imagem empresarial e reduzir os preços de produção. Pode significar novos ramos de atividade.
Local e global
2012-06-05Perante a escassez de recursos vitais como a água e o solo, ou o aumento das pressões sobre estes exercidas, a questão de saber quem decide pode ser tão importante como a forma como os recursos naturais são geridos e utilizados. A coordenação global é, muitas vezes, essencial, mas sem o apoio e a participação a nível local, nada pode ser feito no terreno.
Desperdício de alimentos
2012-06-05Cerca de um terço dos alimentos produzidos no planeta é perdido ou desperdiçado. Quando mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vão para a cama com fome, é impossível não nos perguntarmos o que se poderá fazer a este respeito. Mas este desperdício não é apenas uma oportunidade perdida de alimentar os famintos. Representa também uma perda substancial de outros recursos, como o solo, a água, a energia e a mão de obra.
Os resíduos na Gronelândia
2012-06-05Das cidades densamente povoadas até às povoações distantes, onde quer que vivamos, produzimos resíduos. Restos de alimentos, resíduos eletrónicos, pilhas e baterias, papel, garrafas de plástico, vestuário, mobiliário velho: todos têm de ser eliminados. Alguns acabam por ser reutilizados ou reciclados, outros são queimados para produzir energia ou enviados para aterros. Não há uma forma única de gestão dos resíduos que funcione em toda a parte. A maneira como os gerimos necessita de ter em conta as condições locais. Afinal de contas, a questão dos resíduos começa por ser local. Tendo em conta a sua população dispersa, as grandes distâncias entre povoações e a falta de infraestruturas rodoviárias, eis como o Governo da Gronelândia aborda a questão dos resíduos do país.
Da mina aos resíduos… e depois
2012-06-05Quase tudo aquilo que consumimos e produzimos tem impacte no nosso ambiente. Quando confrontados com escolhas quotidianas para comprar determinados bens ou serviços, não pensamos frequentemente nas «pegadas» que eles deixam no ambiente. Os preços a que são vendidos raramente refletem os seus verdadeiros custos. Porém, há muitas coisas que podemos fazer para tornar o nosso consumo e a nossa produção mais ecológicos.
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